É vantajoso fazer leasing?
27 de Janeiro de 2010 @ 15:08 - adminArquivado sob Artigos sobre Educação Financeira, Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Os atrativos são evidentes: a empresa usufrui do bem imediatamente e, ao final do contrato, paga só o valor residual. Então por que todo mundo não usa essa modalidade? Embora ande meio esquecido, esse mecanismo de financiamento oferece alguns atrativos interessantes, inclusive fiscais, para as empresas que desejam adquirir bens.
Com o fim da crise financeira, muitas empresas retomam os investimentos na compra de equipamentos ou veículos. Para conquistar esse objetivo, as alternativas são comprar à vista, parcelar em dezenas de vezes, fazer um consórcio ou, então, utilizar o leasing, ferramenta que pode ser interessante.
A palavra leasing deriva do termo arrendar, em inglês, e consiste em um contrato de utilização de um determinado equipamento, comercial ou industrial, ou certo imóvel, que pertence a uma instituição financeira. Ao fim do prazo de contrato de uso, o cliente pode optar pela aquisição do bem arrendado mediante um preço residual, previamente fixado no contrato. Ou seja, vai arcar apenas com o que restar após a dedução das prestações já pagas.
Para as empresas, esse tipo de contrato pode ser bastante interessante, pois concede o direito de uso do bem por determinado prazo, com condições previamente acertadas entre as partes. Nesses casos, o valor pago nas prestações é considerado custo para fins de Imposto de Renda e pode ser dedutível no próximo período. Ao término, caso não se anime a adquirir o bem, a empresa pode até mesmo renovar o contrato de leasing por um novo prazo.
Uma grande vantagem está no fato de que a empresa - o que vale também para pessoa física - recebe o bem, um carro por exemplo, praticamente no ato e pode usufruir imediatamente. E vai utilizar o veículo como se fosse um carro alugado. Acabando o contrato, caso não tenha interesse em ficar com o veículo, poderá devolvê-lo.
Mas, se as vantagens são evidentes, por que nem todas as empresas fazem esse tipo de contrato? A razão está nos riscos envolvidos. Não é possível, por exemplo, a quitação antecipada do produto e nem a transferência do contrato para um terceiro. Mas o mais grave é que, em caso de dificuldades financeiras, o contratante não pode simplesmente devolver o bem.
Por isso, esse tipo de compra é interessante para as empresas que possuem a vida financeira organizada e bem planejada. Infelizmente, são poucas as companhias que hoje podem se dar a esse luxo, principalmente por falta de disciplina nas suas áreas financeiras.
No caso do leasing, assim como no de qualquer outro investimento, antes de tomar qualquer decisão, a empresa necessita ter uma visão muito clara sobre o quanto realmente pode aplicar e quais riscos assumir.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Primeiros salários: o que fazer?
27 de Janeiro de 2010 @ 15:06 - adminArquivado sob Artigos sobre Dívidas, Artigos sobre Educação Financeira, Artigos sobre Finanças Pessoais | 2 Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
A inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e a facilidade em obter crédito fazem com que seja crescente o número de jovens brasileiros endividados. Combater essa situação, organizando as finanças é bastante complicado, para isso os jovens devem saber o que fazer com os primeiros salários e bolsas-auxílios.
“Ganhei o primeiro salário do meu primeiro emprego! Vou comprar um monte de coisa e fazer uma balada muito legal!” Esse é o pensamento da maioria dos jovens logo que recebem pela primeira vez seu salário. Contudo, apesar dessa idéia parecer muito boa, ela pode ser um grande erro, pois é fundamental que o jovem saiba o real valor do dinheiro que recebe para que atinja seus sonhos.

Sempre pergunto aos jovens: Por que vivem em um padrão de vida acima do que podem? Por que o dinheiro não dá para chegar ao fim do mês? Será que o salário é insuficiente, suficiente ou já permite poupar? Você esta na situação de endividado, equilibrado financeiramente ou já é investidor?
As respostas normalmente refletem uma situação de endividamento. Um dos motivos é que os jovens querem viver intensamente o hoje, esquecendo que o futuro pode reservar adversidades. É importante viver o hoje, mas isso não impede que já nos primeiros salários o jovem comece de imediato a planejar e construir o futuro, com muita segurança e a certeza de uma vida melhor, com qualidade de vida, com uma aposentadoria tranqüila, com independência financeira.
Para isso é preciso que desde já o jovem sonhe com objeto de pode realizar, saber o quanto custa, saber quando quer que ele seja conquistado, na metodologia DiSOP de educação financeira isto é plenamente possível, ensinando a poupar para atingir esse objetivo.
Quando falamos no primeiro emprego, observo que há muito tempo o mercado de trabalho está se tornando muito competitivo, e não só com outros jovens concorrendo, e sim toda cadeira, com profissionais muito preparados que passaram até mesmo a concorrer diretamente com os jovens que estão no mercado de trabalho.
Assim, cada vez mais é importante que paralelamente ao trabalho, jovens busquem a oportunidade de ingressar em uma instituição que as capacite para o mercado de trabalho, ampliando cada vez mais esta possibilidade de informações.
Um dos pontos que sempre procuro levar aos jovens de modo geral é que independente da atividade que ele irá praticar ou exercer, ele não pode deixar de lado a educação financeira. Tenho observado que junto com os primeiros salários os jovens também começam a contrair as primeiras dívidas. Isto é fácil de entender, pois eles têm dinheiro e estão expostos ao marketing publicitário e o crédito fácil, ambos fazem verdadeiros estragos na vida financeira de nossos jovens. O marketing faz com que se deseje algo que nem mesmo tinha planejado e o crédito fácil faz com compre algo que não sonha com o dinheiro que não tem, e daí o endividamento se inicia e o jovem pela falta de educação financeira acaba se acostumando em viver uma vida totalmente desregrada.
O caminho para mudar essa situação, é o que chamo de metodologia DiSOP de educação financeira, que se baseia em quatro pilares: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar.
O primeiro pilar é “diagnosticar” a vida financeira, isto é, uma ‘fotografia’ da situação financeira, saber o que ganha liquido, o que gasta, o que tem de dívida ou quanto de dinheiro guardado. Deverá também saber para onde está indo cada centavo do dinheiro gasto o cafezinho, lanches, baladas, pizzas, cinemas, até mesmo a gorjeta. No fim do mês deverá ser totalizado e analisado, certamente a surpresa será muito grande, pois as pessoas não sabem onde gastam, principalmente com os pequenos valores. São esses pequenos hábitos e costumes que muitas vezes representam despesas desnecessárias e supérfluas. O diagnóstico financeiro deve ser feito frequentemente.
O segundo pilar é o “sonhar” significa estabelecer objetivos que quer realizar. Quando estabelecemos sonhos temos que saber o quanto custa e em quanto tempo queremos realizá-lo. Exemplo: quero uma televisão de plasma que custa R$ 2.000,00 e não tenho o dinheiro para comprar a vista. A orientação é que se guarde parte do dinheiro para realizar esse sonho, assim, se puder guardar R$ 200,00 por mês, esse sonho será realizado em 10 meses. É importante ainda ressaltar que temos sonhos de curto (até um ano), médio (de um ano até dez anos) e longo prazo (acima de 10 anos). Este pilar é essencial para que a pessoa não desanime e foque seus objetivos.
O terceiro pilar é “orçar”, ou seja, registrar os números apurados no orçamento e no apontamento de despesas durante os meses, o orçamento servirá para uma visão plena da situação financeira, o quanto ganho, os gastos totalizados e o quanto estou reservando de dinheiro para os sonhos. A diferença neste orçamento é que primeiro vem o ganho, desse tiramos o valor do sonho, para depois aquedar o valor restante as outras despesas. Em um orçamento financeiro normal a forma utilizada é: primeiro o ganho, menos os gastos e o saldo poderá ser lucro ou prejuízo, o que não garante que mesmo tendo lucro realizará seus sonhos.
Por fim temos o pilar “poupar”, isto é, guardar dinheiro. Poupar engloba todos os tipos de investimentos: caderneta de poupança, título do governo, CDB, ações, entre outros. Este pilar é que garante a realização dos sonhos. O tipo de investimento que o jovem irá fazer dependerá do prazo de seus objetivos. Assim, não adianta investir em ação se precisa de dinheiro de curto prazo. Para obter informações sobre o melhor tipo de investimento para sua situação é sempre interessante buscar um especialista.

Estamos em um país em pleno desenvolvimento e temos que quebrar o ciclo de gerações endividadas e construir uma nova geração de pessoas educadas financeiramente. O primeiro passo é sempre o mais importante, mas temos que pensar e andar passo a passo, isto porque os valores que serão guardados para alcançarmos a saúde financeira são pequenos e somados gerarão a tão e importante independência financeira.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor dos livros “Terapia Financeira” e O Menino do Dinheiro - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Aposentadoria tranqüila depende só de você
27 de Janeiro de 2010 @ 15:00 - adminArquivado sob Artigos sobre Educação Financeira, Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

A aposentadoria geralmente é o momento aguardado por todos os trabalhadores e não é diferente para os empresários. Na teoria, é nela que os anos de trabalho serão compensados pela liberdade de ter tempo livre para fazer o que quiser. Infelizmente no Brasil atual isso é uma grande ilusão para os empresários, já que a maioria não se prepara financeiramente para esse período, e quando ele chega devem continuar a frente das empresas para se sustentarem.
Essa situação se agrava ainda mais se pensarmos que grande número dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam.
A aposentadoria é responsável por cerca de 60% da renda dos idosos que recebem até cinco salários mínimos no Brasil, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1996. Os medicamentos consomem a maior fatia dos rendimentos do idoso. De acordo com a POF, os homens idosos que ganham até dois salários mínimos gastam 24,38% de sua renda na compra de remédios. O gasto das mulheres nessa mesma faixa de renda chega a 33,2%, segundo o IBGE.
Essa seqüência de dados remete a uma importância cada vez maior da boa situação financeira para a sobrevivência da terceira idade. Nesse ponto entra uma questão muito importante que é a relevância de uma preocupação desde cedo com planos alternativos de previdência e investimento para garantir um futuro sossegado.
Entre as formas mais conhecidas para poupar pensando no futuro estão os fundos de previdência privada são conhecidos como PGBL (Plano Gerador de Beneficio Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Mas o que são esses fundos? São fundos de previdência geridos por instituições privadas. Sua correção geralmente acompanha os demais Fundos DI e permite resgate a qualquer tempo, com incidência de imposto de renda, com a diferença que o PGBL é possível deduzir no imposto de renda pessoa física as contribuições feitas ao plano até o limite de 12% da renda bruta anual.
Já o VGBL não te dá este incentivo, mas em compensação somente tem imposto de renda sobre o ganho de capital e não sobre o total resgatado, nestas duas opções fica liberado o tipo de investimento que você se sentir melhor, arrojado, moderado como renda fixa, ações e câmbio. É importante enfatizar também que as taxas de administração e carregamento deverão ser objeto de pesquisa, análise e negociação, portanto, veja todos grandes bancos que certamente você terá surpresas agradáveis, pesquise antes sempre e faça anualmente uma análise de desempenho da remuneração para que você possa transferir o seu fundo para outra instituição sem nenhum custo, bastando somente uma carta de transferência.
O VGBL ainda traz uma opção nova de quanto maior o tempo de permanência de investimento as taxas de imposto de renda são decrescentes de 35% chegando em 10 anos somente a 10%, ou seja, incentivando você a estar investindo em seu próprio futuro, pagando menos imposto. Certamente esta modalidade de aposentadoria complementar por meio de uma previdência privada é algo muito importante porque ajuda e disciplina aqueles que não conseguem fazer um auto-investimento por um longo tempo, e também tem uma grande vantagem que é a garantia de não penhorabilidade desses valores o que lhe dará ainda maior segurança.
Como escolher o seu plano?
Faça algumas perguntas como: Quanto está a taxa de administração e também a taxa de carregamento? – Essas taxas podem fazer uma diferença ao longo dos 20 a 30 anos, não pense em curto prazo. Peça que os gerentes ou consultoria de produto previdência apresentem a evolução e quanto este plano de previdência projeta a fundo moderados ou conservados para quando você estiver paralisando suas atividades operacionais e requerendo sua aposentadoria previdenciária pública (INSS), o quanto irá precisar para continuar recebendo algo parecido, compatível a sua vida de hoje (padrão de vida).
Ver quais planos apresentam as melhores taxas administrativas, que são os custos que cobrados para administrar seu dinheiro, e taxa de carregamento, uma espécie de retenção do valor depositado quando do aposte de seu investimento. Ambos são negociáveis. Pesquise e fique atento, valerá muito. Entenda que 0,5% (meio por cento) ao mês de economia, poderão significar dezenas e/ou centenas de milhares de reais.
Conforme pesquisas realizadas por diversas instituições financeiras, aproximadamente 6% dos brasileiros guardam parte de seu dinheiro para poupança alternativa, ou seja, reservam em seus orçamentos uma parte de seu salário ou ganho em sua aposentadoria e é preocupante quando olhamos este cenário. Você faz parte de 6% dos brasileiros que guardam dinheiro para sua aposentadoria? Continue assim, agora se sua resposta for não, então esta na hora de se inserir a este percentual de pessoas que se preocupam com seu futuro e bem estar.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Universidade é tempo de economia
27 de Janeiro de 2010 @ 14:57 - adminArquivado sob Artigos sobre Educação Financeira, Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
O sonho de fazer uma universidade acompanha a maioria dos jovens brasileiros. Porém, com a concorrência cada vez maior por vagas em universidades públicas e com o sucateamento do ensino público no país, os estudantes de baixa renda ficam fadados a estudarem apenas nas faculdades particulares.

Infelizmente isso tem um custo: em média uma inscrição para o vestibular é de R$ 100. Mensalidade em curso que fica numa faixa de R$ 676. O que faz com que o sonho de entrar na universidade tenha um preço muito alto. Que leva muitas vezes a inadimplência.
Fora isso, os estudantes que entram nesse novo estágio têm diversas outras preocupações financeiras. Diferente do que ocorria anteriormente no colégio, o número de livros e textos que o aluno tem que ler são muito grandes; tem também o custo de transportes, e aumentam as baladas e os eventos sociais. O caso se torna ainda mais grave quando o estudante muda de cidade, nesse caso , ainda existe o custo de moradia, alimentação e viagens.
Veja algumas dicas de economia para essas situações:
•Buscar economizar o máximo possível na utilização de papei e cadernos, busque utilizar cadernos de outros anos que tenham folhas em branco, utilizar folhas de sulfite já utilizadas de um lado como rascunho;
•Apesar dos problemas de direito autorais, que dificultam as cópias dos textos, é interessante formar um grupo de estudos com colegas para que possam compartilhar textos, assim, se possuem quatro textos para ler, uma cópia de cada será suficiente para os quatro; mas é importante que os quatro tenha o mesmo ritmo para que não haja confusões;
•Não deixe de aproveitar as baladas, mas selecione as que realmente valem a pena e as que são mais econômicas. Diversão não é sinônimo de gastos;
•Sobre transporte sempre existem os passes para estudantes, assim, utilize os transportes públicos. Se isso não for possível, busque revezar ou dividir carro com o maior número de pessoas possíveis;
•Se trabalhar busque sempre ter uma reserva no fim do mês para imprevistos futuros que podem fazer com que tenha que parar com o curso em caso de desemprego;
•Caso não trabalhe, é a hora de buscar um estágio remunerado, além de ser bom para o currículo, o dinheiro que recebe poderá ser utilizado para reduzir os custos de sua família com a mensalidade, e para que você comece realmente a conquistar sua independência;
•Busque descontos nas mensalidades ou mesmo créditos educacionais, mas lembre-se, esses terão que ser pagos no futuro, assim, já deve começar a fazer uma reserva extra;
•Se for morar fora, busque morar em republicas com pessoas que tenha as mesmas condições financeiras que você e com um aluguel mais baixo possível, faculdade não é fase de status e sim de estudo;
•Evito comer fora com freqüência, cozinhar é uma solução econômica, também, existe a possibilidade de levar lanchinhos em vasilhas ou mesmo os lanches naturais;
•Por mais que a saudade dos familiares seja grande, a universidade é um momento de conquistar seu espaço, assim, não é necessário viajar todo o fim de semana, mas, cuidado, ficar em outra cidade não é sinônimo de sair bagunçar e gastas e sim de se encontrar.
A faculdade é uma fase de crescimento e nesse processo está o da capacitação financeira, assim, todo cuidado é pouco para que você realmente cresce e tenha um futuro adequado para seu crescimento profissional.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Cresce número de endividados, veja como sair dessa situação
27 de Janeiro de 2010 @ 14:39 - adminArquivado sob Artigos sobre Dívidas, Artigos sobre Educação Financeira, Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Dados sobre o endividamento da população brasileira são fáceis de serem obtidos. Para ficarmos apenas nos mais atuais, a taxa de inadimplência dos brasileiros registrou aumento de 5,9% no ano passado, frente a 2008, revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado nesta terça-feira (12). Segundo os dados, mesmo com a crise econômica mundial apresentando fortes impactos no primeiro semestre de 2009, a inadimplência registrou um crescimento menor que o apresentado em 2008, quando cresceu 8% frente a 2007.
Entretanto, todos apontam esse problema, mas, em contrapartida, soluções para isso são muito difíceis de serem apontadas. No decorrer de meu trajeto de aprendizagem pelo mundo das finanças pessoais, observei que o problema vai muito além do consumismo exacerbado ao qual a população está exposta em nossos dias, com meios de comunicações com muita publicidade, criando no imaginário a idéia de necessidade dos novos produtos que o mercado oferece.
O real problema está na falta de educação financeira, a qual infelizmente nossa população sofre em todo o processo educacional. Como matemática, português, história, entre outras, as finanças também são fundamentais para o nosso desenvolvimento educacional e intelectual, entretanto, diferente das citadas, essa matéria não consta em nosso currículo escolar, nem mesmo no ensino superior.
Se a população não tem ensinamentos básicos de como devem tratar seus salários ou outras fontes de rendas, como que podemos esperar que ela, de uma hora para outra, saiba as formas de lidar com dificuldades financeiras e com endividamento, que pode ser causado por imprevistos, como a perda de um emprego ou a compra de um produto que não estava no orçamento?
É fundamental, para o desenvolvimento de nossa população, a inclusão da educação financeira na proposta educacional das escolas. Mas muitos pensam que isso seria muito complicado, isso não é verdade. A prova que isso é possível está no livro Terapia Financeira (Editora Gente), onde detalho como isso é mais simples do que se pode pensar. Na obra apresento a Metodologia Comportamental de Educação Financeira DiSOP, na qual a finanças pessoal não é tratada apenas como uma ciência exata, entrando em outras áreas do saber.
Todos devem saber que, para conseguir tomar as “rédeas” da vida financeira é necessário primeiramente saber a situação que se encontra e traçar os objetivos que se pretende atingir. Mas esse é só o começo, para que a realidade de endividamento que muitos se encontram termine, é fundamental que a educação financeira seja tomada como fundamental para o crescimento das pessoas. Também é importante alertar nossas lideranças políticas que se atente não só com a macro economia, pois, tão importante quanto ela é a micro economia que cuida do dinheiro que circula todos os dias nas mãos de nossa população.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Inicie o ano mudando o comportamento financeiro
27 de Janeiro de 2010 @ 14:35 - adminArquivado sob Artigos sobre Dívidas, Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

IPVA, IPTU, matrículas escolares, material didático, e fatura do cartão de crédito. Essas são apenas algumas das contas que as famílias têm no início de cada ano. Isso sem contar suas contas mensais, como aluguel, alimentação, saúde etc. Esse acúmulo de compromissos faz com que o primeiro mês do ano tenha cor vermelha, pelo menos no extrato bancário. Entretanto, existem meios de minimizar o impacto dessas contas no orçamento doméstico, para isso basta um pouco de planejamento.
O primeiro passo é utilizar o 13º salário para aliviar essas contas, mas isso deve ocorrer dentro de um planejamento, aproveitando para fazer desse um ótimo momento para colocar em dia suas finanças e não começar o próximo ano enlouquecido com as dívidas. Mas para isso é necessário controle.
Uma das dúvidas freqüentes do período refere-se ao IPVA. Pagar a vista ou parcelado? Tudo depende do fluxo de caixa de cada pessoa. O primeiro exercício nesse caso é levantar todas as contas que se tem e descobrir se você tem dinheiro em caixa ou não. Se a pessoa estiver devedora, sem dúvidas deve parcelar. Para quem não tem reservas financeiras, a melhor opção também é o parcelamento, já que o desconto de 3% é muito menor do que os juros do cheque especial ou do empréstimo pessoal, caso o cidadão fique descapitalizado nos meses seguintes.
Para quem tem reservas financeiras, outra análise deve ser feita. É importante saber onde essa reserva está aplicada e o rendimento que a mesma proporcionará no trimestre. Caso o dinheiro esteja aplicado na poupança, provavelmente o rendimento do período será menor que 3%, então o pagamento a vista é mais vantajoso. Se a aplicação for o CDI, que pode render até 4% nos próximos três meses, o parcelamento volta a ser mais interessante.
O mesmo pode ser feito para verificar a vantagem de se parcelar ou não o IPTU. Para que mora em São Paulo, muita atenção, esse imposto terá aumentos de até 30% em 2010, o que vai causar um estrago muito grande. Fora os impostos cujos valores são invariáveis, existem as outras contas. Para essas, a grande dica que dou é que as pessoas percam a vergonha e aprendam a negociar.
Outro ponto que muitas famílias devem se preocupar em 2010 é em relação as escolas dos filhos, principalmente matrículas e materiais escolares. Em relação às matriculas, é importante negociar com a área financeira da escola, com certeza eles vão querer que seu filho continue estudando na escola e sabendo de sua real condição darão descontos para que se torne viável esse pagamento.
Sobre os materiais escolares, o melhor caminho é se unir com pais de colegas de classe do seu filho na hora da compra. Além de possibilitar uma pesquisa mais ampla, também dará mais propriedade na hora de negociar.
Também é muito importante que as pessoas aprendam a descriminar todas as suas fontes de renda e cada uma de suas dívidas mensalmente, assim saberão quanto podem gastar e onde podem cortar custos, para assim atingir o equilíbrio financeiro em qualquer período do ano.
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor dos livros “Terapia Financeira” e “O Menino do Dinheiro” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
Compra de carro deve estar nas Finanças Pessoais
12 de Agosto de 2009 @ 20:12 - adminArquivado sob Artigos sobre Finanças Pessoais | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Compra de carro deve estar nas Finanças Pessoais
Redução do IPI, promoções, feirões de fábrica. As promoções são tantas que quase todos concordam que chegou a hora de comprar um veículo, correto? Não, essa idéia é muito errada, pois, a compra consciente de um veículo só acontece com a real noção de suas finanças pessoais e se esse veículo não será o vetor para futuras dívidas.
O maior problema é que a maioria dos consumidores só pensa no custo da compra e esquece que isso ocasionará diversos outros custos, como combustível, manutenção, IPVA, seguros e possíveis multas. Fora isso, eu sempre separo as pessoas em três grupos em relação as suas finanças pessoais: as com dívidas, as equilibradas e as poupadoras, e cada uma desses grupos deve tratar a compra de um automóvel de forma diferente.
A pessoa com dívida não deve nem pensar em comprar um veículo nesse momento, a prioridade dela deve ser sair das dívidas, e um custo a mais em seu orçamento é praticamente assinar o certificado de falência financeira. A prioridade no momento deve ser resolver os problemas com as finanças pessoais, reduzindo gastos desnecessários, e caso tenha o sonho de ter um veículo esse deve ser planejado em um prazo longo de tempo, quando além do fim das dívidas, essa pessoa já tenha feito uma poupança que dará a garantia de que pode comprar o veículo além de ter reservas para os gastos extras que terá.
As pessoas equilibradas financeiramente são as que mais preocupam, pois estas, por não possuírem dívidas pensam que essa é hora de “investir” em um novo veículo, ou de trocar o atual, seduzidas pelas promoções e pelo que todos comentam nesse momento. Mas elas não percebem que não possuem dinheiro em caixa para comprar à vista e que terão que financiar. E esse é o grande passo para sair do equilíbrio financeiro e ir para as dívidas. Além disso, já existem análises que provam que o desconto do IPI não compensa para financiamentos longos.
A pessoa equilibrada deve refletir sobre se realmente quer esse bem de consumo, e caso queira, iniciar imediatamente uma poupança, que terá como objetivo a troca. Ao chegar ao valor necessário compra o veículo a vista, nunca se esquecendo dos gastos extras que um veículo representará em suas finanças pessoais.
Para as pessoas poupadoras a situação no momento é de análise, tendo que refletir se é realmente necessário um novo veículo, se for e tiver dinheiro para compra a vista, essa é uma boa hora. Se faltar alguma quantia que terá que financiar, é melhor guardar mais até que compre a vista.
Caso a pessoa já possua um veículo e queira outro, terá que refletir quais as vantagens de um novo carro e se os gastos de dois veículos não são arriscados. Sempre reforço que um veículo não é investimento, em função de sua rápida desvalorização. O consumo de bens deve sempre estar associado a reais necessidades e não a impulsos consumistas do momento.
Para finalizar, como explico no livro Terapia Financeira, as pessoas devem ter objetivos para seu futuro, pois, só assim terão segurança para o consumo consciente e educação financeira. Ter um carro é interessante? Com certeza, mas com as devidas ressalvas de que não será ele que fará sua vida melhor, e sim a segurança financeira para poder pensar com calma suas ações.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.
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Educação Financeira conquista Escolas
12 de Agosto de 2009 @ 18:35 - adminArquivado sob Artigos sobre Educação Financeira | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Educação Financeira conquista Escolas
O livro de educação financeira O Menino do Dinheiro (Editora Gente) já vem sendo usado como material paradidático em diversas escolas, exemplos são os colégios paulistanos São Judas Tadeu e Gran Leone, que desde o início do ano já utilizam o material.
Isso vem causando muita alegria para mim, pois, esse era realmente o objetivo: fazer com que a educação financeira chegasse às escolas.
Alguns fatores foram determinantes para que o uso do livro pelos professores. Um ponto foi a observância nas escolas de que a inserção dos jovens no mundo do consumo ocorre cada vez mais cedo, assim é de suma importância que eles estejam preparados para essa realidade e isso só se dá com a educação financeira.
Outro fator do sucesso de O Menino do Dinheiro é a carência de obra especializada sobre o tema Educação Financeira. Hoje, são poucos os autores que se preocupam com livros para o público jovem, a maioria é direcionada ao público adulto e, principalmente, aos que já possuem algum conhecimento sobre finanças, por isso as linguagens são de difícil entendimento.
O livro conta em seu 26 capítulos uma história infantil que ensina de forma lúdica os menores a poupar, sonhar, fazer escolhas (mostrando que não pode ter tudo ao mesmo tempo) e ter paciência para esperar o dinheiro crescer no cofrinho e na poupança. Isto são coisas que necessitarão por toda sua vida para controlar as finanças pessoais e fugir das dívidas. A leitura é fácil, mas é interessante que seja acompanhada pelo professor ou pelos pais, para que saibam criar uma linha de diálogo sobre o tema. O interessante é que, ao ler o livro, muitos adultos percebem que também devem mudar sua postura diante o dinheiro.
O objetivo é que, com o passar dos anos, a educação financeira esteja inclusa na grade curricular de todas as escolas. Pois o tema finanças pessoais é muito sério. A falta desses conhecimentos levam ao grande número de dívidas que nossa população obtém diariamente.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.
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Cartão de débito para que não se torne dívidas
12 de Agosto de 2009 @ 18:17 - adminArquivado sob Artigos sobre Dívidas | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Cartão de débito para que não se torne dívidas
A utilização do cartão de débito está em alta no país. Segundo dados do Banco Central, entre 2003 e 2008, houve um crescimento de 217% no seu uso, isso representa um salto de 662 milhões de transações para 2,100 bilhões. Entretanto, ainda segundo o BC a utilização desse instrumento de pagamento tem muito ainda para crescer e fazer parte das finanças pessoais da população.
O cartão de débito é utilizado para compras a vista, enquanto, cartão de crédito e cheques podem ser utilizados para parcelamentos, isto é, dívidas por isso muitos especialistas consideram essa uma boa notícia, pois, demonstra que as pessoas não estão mais entrando em dívidas, e estão mais preocupadas com a educação financeira. Contudo, essa não é a realidade, por mais que as pessoas paguem os produtos a vista, a falta de educação financeira faz com que elas entrem em outra armadilha, as linhas de créditos especiais oferecidas pelos bancos, que é o mesmo que chamamos por muito tempo de “limite especial do cheque” e são dívidas.
Por mais que isso seja apresentado como uma vantagem, na verdade é um dos maiores riscos existente no mercado financeiro, pois, ao utilizarem isso, os consumidores ficam expostos a juros abusivos que podem comprometer suas finanças pessoais por um longo período. Nesse caso o parcelamento no cartão ou cheques pré-datados chegam a ser mais vantajosos.
A compra de um produto a vista é melhor opção, com certeza, você obtêm maior desconto, elimina os boletos ou a necessidade de planilhas de acompanhamentos de quando os valores irão ser descontados das dívidas. Mas, para que não cause problemas, deve ser acompanhado de educação financeira e noções de consumo consciente.
educação financeira é importante para que a aquisição do produto ocorra apenas quando a pessoa tenha essa quantia para pagamento a vista e, mais importante, que o valor não vá faltar no fim do mês, ocasionando dívidas. As linhas de créditos, que a cada dia são mais comuns e simples de conseguir, devem ser evitadas a qualquer custo.
Já o consumo consciente é fundamental para que as pessoas passem a adquirir apenas produtos que são realmente necessários. Muitas vezes por impulso as compras são feitas sem reflexão, não havendo real necessidade e impulsionado pela forte publicidade a qual os consumidores estão expostos todos os dias.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.
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Pequenas ações é o caminho para Educação Financeira
10 de Agosto de 2009 @ 15:41 - adminArquivado sob Artigos sobre Educação Financeira | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Pequenas ações é o caminho para Educação Financeira
Como cidadão, temos responsabilidades diversas, obrigações e direitos; entre as obrigações cito algumas como alcançar a educação financeira que é guardar parte do dinheiro que ganhamos ao longo de nossas vidas para realizar nossos sonhos e desejos.
Com relação ao ato de economizar poderíamos citar centenas de ações que levariam a pessoa e família à educação financeira, conseguindo economias e o dinheiro necessário para sua independência financeira, saindo totalmente das dívidas.
Devemos ficar muito atentos e convocar uma boa reunião familiar para discutir cada item destes abaixo relacionados, para que atitudes imediatas sejam tomadas ajustando as finanças pessoais no fim de cada mês, vamos a eles:
Seu Veículo:
•O combustível: gasto maior de combustível pela alta aceleração;
•Freios que poderiam durar muito mais tempo são encurtados a vida dos mesmos devido a fortes freadas;
•Celular: desatenção do motorista por estar falando, além de ser proibido e distrair o motorista podendo causar acidentes, também gera altas multas;
•Acelerar mais forte o seu veiculo antes de desligá-lo, isto não resolve nada, somente gasta mais combustível, polui ainda mais nosso meio ambiente;
•Motor desregulado consome até 60% de combustível;
•Velocidade acima de 100 km/h, consome 20% a mais de combustível comparado a velocidade de 80 km/h;
•Excesso de peso: evite carregar peso acima da capacidade do veículo, além de desgastar a suspensão, freios e pneus, a cada 50 quilos a mais equivalem a 1% de aumento no consumo. E se não for usar o bagageiro retire-o porque a resistência produzida pelo mesmo aumenta também o consumo;
•Pneu calibrado se abaixo do normal, o carro consome mais, porque a resistência em relação ao solo aumenta, dificultando o deslizamento;
•Ar-condicionado aumenta o consumo entre 1% e 2% em média;
•Engarrafamento: procure caminhos alternativos. Por vezes é vantajoso andar um pouco mais do que ficar no trânsito e engarrafamentos, se ficar parado por mais de 2 minutos desligue o veículo;
•Aerodinâmica: dê preferência andar com as janelas fechadas, a redução da resistência do ar resulta em economia, além é claro da segurança;
•Transportes alternativos: caminhar faz bem a saúde, evite usar o veículo em pequenas distancias, use uma bicicleta que não emite poluente, utilize transportes públicos, coletivos ou ainda procure fazer um rodízio de caronas com amigos próximos a sua casa, além de ser sociável também é prazeroso;
•Organização: concilie sua agenda e procure sempre ir ao máximo de lugares que quando for usar o veiculo, lembre-se tempo é dinheiro;
•Taxi: utilizar muitas vezes é mais econômico do que ir de veículo próprio a um local, por diversos motivos como exemplo ter ou não estacionamento, e até mesmo o custo de permanência, o que poderá inviabilizar.
Sua Casa:
•Chuveiro: reduzir 50% o tempo de uso no banho de 20 para 10 minutos poderá gerar uma economia de até R$ 15,00 por pessoa por mês, uma família de 4 pessoas a economia total pode chegar R$ 60,00 no mês;
•Ar x Ventilador: um consumidor que tem um aparelho de ar-condicionado de 7.500 BTU pode economizar até R$ 3,00 por noite na conta de energia elétrica se substituído por um ventilador de teto (tempo de uso por noite: oito horas);
•Geladeira: dê preferência àquelas que têm o selo Procel, que indica que o produto consome menos energia elétrica. Um freezer com o selo, por exemplo, economiza 31%. Outra dica dos especialistas é prestar atenção à borracha da geladeira, para não desperdiçar energia. Para testar, basta colocar uma folha de papel e fechar. Se cair, está na hora de trocar a borracha. O consumidor também não deve abrir a porta muitas vezes por dia nem pendurar roupas para secar atrás do eletrodoméstico;
•Microondas: um aparelho ligado durante 20 minutos por dia consome 12KW/h em um mês, o que equivale a R$ 7,48 na conta de energia elétrica.
•Ferro de passar é um dos aparelhos que mais consomem energia. Nunca se deve ligá-lo apenas para passar uma peça de roupa, mas sim, o acumulado de toda a semana;
•Televisão: é preciso ficar atento, porque uma TV convencional de 14 polegadas ligada durante cinco horas diárias consome, no fim do mês, 9KWh, o que equivale a R$ 5,61. Se o aparelho for de 20 polegadas, o consumo passa para 13,5 KWh por mês ou R$ 8,42;
•Computador, quem gasta horas em frente ao micro já pode fazer as contas: um computador consome 10,8 KWh, se considerarmos uma média diária de consumo de três horas, isso equivale a R$ 6,73;
•Secador de cabelo é um dos itens que mais consomem energia, se considerarmos a potência média dos aparelhos, que varia de 600 á 1500 watts. Por exemplo: 20 minutos por dia, durante 30 dias, representam um consumo de 14 KWh ou R$ 8,73;
•Telefone fixo x celular, é preciso comparar o valor das tarifas, sempre que possível dê preferência ao uso do telefone fixo em vez do celular. A opção deve ser pelo menos custoso, e não pelo mais prático.
Como se pode observar em quase tudo que nos relacionamos podemos economizar, basta ter educação financeira, mas sem que leve a loucura, devemos sim nos posicionar com muita lucidez e traçarmos algumas metas que possam reduzir gradativamente os gastos com supérfluos, excessos, desperdícios muitas vezes desconhecidos.
Economizar é um ato que depende de educação financeira, só isso fará com que as pessoas saiam das dívidas ou de uma situação pouco confortável financeiramente.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.
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